{"id":137,"date":"2025-11-07T09:55:11","date_gmt":"2025-11-07T12:55:11","guid":{"rendered":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=137"},"modified":"2025-11-07T10:01:46","modified_gmt":"2025-11-07T13:01:46","slug":"cessoes-irregulares-de-precatorios-e-o-novo-provimento-no-207-2025-do-cnj-seguranca-juridica-controle-judicial-e-protecao-patrimonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=137","title":{"rendered":"Cess\u00f5es Irregulares de Precat\u00f3rios e o Novo Provimento n\u00ba 207\/2025 do CNJ: seguran\u00e7a jur\u00eddica, controle judicial e prote\u00e7\u00e3o patrimonial"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Paulo Neto<\/strong><br>Advogado. OAB\/PR<br>Especialista em Direito Civil, Processual e Empresarial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cess\u00f5es de precat\u00f3rios e o Provimento CNJ 207\/2025: o fim das transa\u00e7\u00f5es sem controle judicial<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A recente publica\u00e7\u00e3o do <strong>Provimento n\u00ba 207\/2025 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ)<\/strong> marcou um novo cap\u00edtulo na regulamenta\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o e do pagamento de precat\u00f3rios no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Editado em 4 de novembro de 2025, o ato normativo vem para <strong>harmonizar a atua\u00e7\u00e3o dos tribunais<\/strong> ap\u00f3s as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela <strong>Emenda Constitucional n\u00ba 136\/2025<\/strong>, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da <strong>transpar\u00eancia, controle e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong> nos atos envolvendo cr\u00e9ditos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as quest\u00f5es mais sens\u00edveis nesse contexto est\u00e1 a <strong>validade e efic\u00e1cia das cess\u00f5es de precat\u00f3rios<\/strong>, tema que, embora amplamente praticado no mercado, <strong>ainda carece de rigor formal e de controle jurisdicional efetivo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo examina, \u00e0 luz do novo Provimento e da jurisprud\u00eancia consolidada do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), <strong>os v\u00edcios que tornam certas cess\u00f5es ineficazes<\/strong>, e o papel do <strong>ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o<\/strong> na preserva\u00e7\u00e3o da legalidade \u2014 especialmente em casos que envolvem <strong>esp\u00f3lios e sucess\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O problema das cess\u00f5es informais e tardias de precat\u00f3rios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O mercado secund\u00e1rio de precat\u00f3rios cresceu exponencialmente na \u00faltima d\u00e9cada. Contudo, <strong>muitas cess\u00f5es foram realizadas de forma privada, sem registro, comunica\u00e7\u00e3o ao Tribunal ou mesmo sem a anu\u00eancia conjugal quando necess\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pr\u00e1ticas, al\u00e9m de colocarem em risco a seguran\u00e7a do cession\u00e1rio, <strong>geram conflitos sucess\u00f3rios<\/strong>, questionamentos sobre a titularidade e <strong>incerteza jur\u00eddica<\/strong> quanto \u00e0 legitimidade para levantamento dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>C\u00f3digo Civil<\/strong>, em seus artigos <strong>104, 166, 167 e 221<\/strong>, \u00e9 categ\u00f3rico ao exigir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>objeto determinado,<\/li>\n\n\n\n<li>causa l\u00edcita,<\/li>\n\n\n\n<li>forma prescrita ou n\u00e3o defesa em lei, e<\/li>\n\n\n\n<li>registro no cart\u00f3rio de t\u00edtulos e documentos (Lei 6.015\/73, art. 129, X) para efic\u00e1cia perante terceiros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Cess\u00f5es que n\u00e3o observam esses requisitos <strong>s\u00e3o nulas ou ineficazes<\/strong>, conforme entendimento pac\u00edfico do STJ (REsp 1.236.176\/RS, 4\u00aa Turma, DJe 16\/05\/2014).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o e a Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 303\/2019<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Antes mesmo do novo Provimento, a <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 303\/2019<\/strong> j\u00e1 atribu\u00eda aos tribunais a responsabilidade pelo <strong>controle formal e material das cess\u00f5es<\/strong>.<br>O <strong>art. 21<\/strong> da Resolu\u00e7\u00e3o determina que, <strong>havendo d\u00favida quanto \u00e0 titularidade do cr\u00e9dito<\/strong>, o caso seja <strong>remetido ao ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o<\/strong> para an\u00e1lise judicial \u2014 exatamente o que diversos tribunais v\u00eam fazendo, como o TJPR por meio do <strong>Decreto Judici\u00e1rio 86\/2024<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa compet\u00eancia jurisdicional \u00e9 <strong>indeleg\u00e1vel<\/strong>.<br>Mesmo quando o departamento de precat\u00f3rios (DGP) realiza a gest\u00e3o administrativa, <strong>a decis\u00e3o final sobre a validade da cess\u00e3o \u00e9 exclusiva do juiz natural do processo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que muda com o Provimento 207\/2025 do CNJ<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O novo Provimento n\u00e3o apenas reafirma, mas <strong>amplia o controle judicial<\/strong>.<br>Entre os pontos mais relevantes, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>a) Supervis\u00e3o integral e aplicabilidade imediata<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>art. 1\u00ba<\/strong> determina que os tribunais \u201c<strong>observem integralmente seus dispositivos at\u00e9 ulterior regulamenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, o que significa <strong>vincula\u00e7\u00e3o imediata<\/strong> e obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>b) Natureza negocial e formalidade refor\u00e7ada<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>art. 8\u00ba<\/strong> define que \u201c<strong>os acordos diretos t\u00eam natureza de neg\u00f3cio jur\u00eddico, somente podendo ser celebrados mediante livre manifesta\u00e7\u00e3o das partes sobre todos os seus termos<\/strong>\u201d.<br>Embora o texto trate dos acordos diretos, sua ratio juris se aplica igualmente \u00e0s cess\u00f5es de cr\u00e9dito: <strong>sem vontade livre, v\u00e1lida e formalmente comprovada, o neg\u00f3cio n\u00e3o subsiste.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>c) Dep\u00f3sitos sob controle judicial<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>art. 9\u00ba<\/strong> determina que os valores de precat\u00f3rios sejam <strong>depositados em contas especiais sob controle dos tribunais<\/strong>, o que refor\u00e7a o <strong>car\u00e1ter p\u00fablico e fiscalizat\u00f3rio das transfer\u00eancias de titularidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dispositivos tornam imposs\u00edvel sustentar a efic\u00e1cia de uma cess\u00e3o <strong>n\u00e3o comunicada tempestivamente<\/strong> ou <strong>formalmente irregular<\/strong>, pois o controle judicial agora \u00e9 <strong>pr\u00e9-requisito para a pr\u00f3pria movimenta\u00e7\u00e3o financeira<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Inaplicabilidade da convalida\u00e7\u00e3o retroativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um equ\u00edvoco comum \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o de que a <strong>Emenda 62\/2009<\/strong> e a jurisprud\u00eancia do <strong>REsp 1.091.443\/SP (Corte Especial, rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura)<\/strong> teriam \u201cconvalidado\u201d cess\u00f5es antigas.<br>Na verdade, esse precedente apenas afastou a necessidade de <strong>homologa\u00e7\u00e3o judicial expressa<\/strong> quando o neg\u00f3cio j\u00e1 era <strong>v\u00e1lido e regularmente comunicado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neg\u00f3cios <strong>nulos de origem<\/strong> \u2014 por falta de outorga conjugal, objeto indeterminado ou aus\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o \u2014 <strong>jamais se convalidam<\/strong>.<br>O <strong>art. 169 do C\u00f3digo Civil<\/strong> \u00e9 inequ\u00edvoco:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO neg\u00f3cio jur\u00eddico nulo n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de confirma\u00e7\u00e3o, nem convalesce pelo decurso do tempo.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O <strong>Provimento 207\/2025<\/strong> n\u00e3o cria nenhuma exce\u00e7\u00e3o a essa regra \u2014 ao contr\u00e1rio, <strong>reafirma a exig\u00eancia de validade e controle judicial<\/strong>, tornando ainda mais dif\u00edcil a defesa de cess\u00f5es informais e antigas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A relev\u00e2ncia para o direito sucess\u00f3rio e a prote\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Nos casos em que o titular do precat\u00f3rio falece, o cr\u00e9dito integra o <strong>monte part\u00edvel<\/strong>, submetendo-se \u00e0s regras da sucess\u00e3o (CC, arts. 1.791 e 1.792).<br>Cess\u00f5es feitas <strong>sem ci\u00eancia da fam\u00edlia, sem outorga conjugal ou sem registro<\/strong> configuram <strong>les\u00e3o \u00e0 leg\u00edtima<\/strong> e, em muitos casos, <strong>fraude \u00e0 mea\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O controle judicial, portanto, n\u00e3o \u00e9 mera formalidade: \u00e9 <strong>instrumento de prote\u00e7\u00e3o patrimonial dos herdeiros e do pr\u00f3prio esp\u00f3lio<\/strong>, evitando que terceiros se apropriem indevidamente de valores que pertencem \u00e0 sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seguran\u00e7a jur\u00eddica e papel do advogado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O novo Provimento tamb\u00e9m lan\u00e7a luz sobre a <strong>responsabilidade \u00e9tica e t\u00e9cnica dos advogados<\/strong> que atuam em cess\u00f5es de precat\u00f3rios.<br>Com o aumento da supervis\u00e3o judicial, <strong>n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para neg\u00f3cios celebrados de forma improvisada ou sem documenta\u00e7\u00e3o adequada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados diligentes devem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>exigir <strong>provas de titularidade e regularidade formal<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>comunicar <strong>imediatamente ao Tribunal<\/strong> a cess\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>e evitar atuar em opera\u00e7\u00f5es que possam ser interpretadas como simuladas ou fraudulentas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A advocacia respons\u00e1vel \u00e9 pe\u00e7a-chave para a <strong>credibilidade do sistema de precat\u00f3rios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Finalmente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Provimento 207\/2025 do CNJ<\/strong> refor\u00e7a uma diretriz inequ\u00edvoca:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>a <strong>titularidade e o pagamento de precat\u00f3rios<\/strong> est\u00e3o sujeitos ao <strong>controle judicial formal e material<\/strong>, e <strong>nenhuma cess\u00e3o irregular ou n\u00e3o comunicada poder\u00e1 produzir efeitos perante o Judici\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mais do que uma simples atualiza\u00e7\u00e3o normativa, o Provimento \u00e9 uma resposta institucional \u00e0 crescente complexidade do mercado de precat\u00f3rios e aos conflitos derivados de cess\u00f5es informais, trazendo <strong>seguran\u00e7a jur\u00eddica e prote\u00e7\u00e3o aos credores leg\u00edtimos<\/strong> \u2014 em especial, <strong>aos esp\u00f3lios e herdeiros que buscam resguardar o patrim\u00f4nio familiar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo NetoAdvogado. 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