{"id":325,"date":"2026-07-02T15:33:29","date_gmt":"2026-07-02T18:33:29","guid":{"rendered":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=325"},"modified":"2026-07-02T15:33:29","modified_gmt":"2026-07-02T18:33:29","slug":"error-in-judicando-e-error-in-procedendo-por-que-tantos-recursos-sao-desprovidos-por-falha-na-demonstracao-do-vicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=325","title":{"rendered":"Error in judicando e error in procedendo: por que tantos recursos s\u00e3o desprovidos por falha na demonstra\u00e7\u00e3o do v\u00edcio?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Paulo Ivo Rodrigues Neto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No processo judicial, recorrer n\u00e3o \u00e9 simplesmente manifestar inconformismo com a decis\u00e3o. O recurso exige t\u00e9cnica, m\u00e9todo e, sobretudo, demonstra\u00e7\u00e3o precisa do tipo de erro que se pretende corrigir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os erros mais comuns na pr\u00e1tica forense est\u00e1 a confus\u00e3o entre duas categorias fundamentais: o <em>error in judicando<\/em> e o <em>error in procedendo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora pare\u00e7am express\u00f5es meramente acad\u00eamicas, elas possuem enorme relev\u00e2ncia pr\u00e1tica. Muitos recursos s\u00e3o desprovidos justamente porque o advogado n\u00e3o consegue demonstrar, de forma objetiva, se a decis\u00e3o recorrida errou <strong>ao julgar o m\u00e9rito<\/strong> ou se o processo foi conduzido com <strong>v\u00edcio procedimental<\/strong> capaz de comprometer sua validade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. O que \u00e9 <em>error in judicando<\/em>?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>error in judicando<\/em> \u00e9 o erro de julgamento. Ele ocorre quando o juiz ou o tribunal decide mal a quest\u00e3o de m\u00e9rito, aplicando equivocadamente o direito, interpretando de forma incorreta os fatos, valorando mal as provas ou extraindo conclus\u00e3o jur\u00eddica inadequada do conjunto probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos simples: o processo pode ter tramitado regularmente, sem nulidades formais relevantes, mas a conclus\u00e3o final est\u00e1 errada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exemplos comuns: <strong>valora\u00e7\u00e3o equivocada da prova;<\/strong> <strong>interpreta\u00e7\u00e3o errada do contrato;<\/strong> <strong>aplica\u00e7\u00e3o incorreta da lei;<\/strong> <strong>reconhecimento indevido de prescri\u00e7\u00e3o ou decad\u00eancia;<\/strong> <strong>fixa\u00e7\u00e3o inadequada de danos morais;<\/strong> <strong>improced\u00eancia quando a prova demonstrava o direito do autor;<\/strong> <strong>proced\u00eancia quando n\u00e3o havia prova suficiente do fato constitutivo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesses casos, o pedido recursal normalmente busca a <strong>reforma<\/strong> da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou seja: o recorrente pede ao tribunal que substitua a conclus\u00e3o do juiz por outra, corrigindo o julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A l\u00f3gica \u00e9: <strong>\u201cA decis\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, mas est\u00e1 errada no conte\u00fado.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. O que \u00e9 <em>error in procedendo<\/em>?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>error in procedendo<\/em> \u00e9 o erro de procedimento. Ele ocorre quando h\u00e1 v\u00edcio na forma\u00e7\u00e3o, condu\u00e7\u00e3o ou estrutura do processo, comprometendo a validade do ato judicial ou da pr\u00f3pria decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui, o problema n\u00e3o est\u00e1 necessariamente na conclus\u00e3o de m\u00e9rito, mas no caminho utilizado para chegar at\u00e9 ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exemplos comuns: <strong>cerceamento de defesa;<\/strong> <strong>aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o;<\/strong> <strong>julgamento surpresa;<\/strong> <strong>indeferimento indevido de prova essencial;<\/strong> <strong>senten\u00e7a sem fundamenta\u00e7\u00e3o adequada;<\/strong> <strong>viola\u00e7\u00e3o ao contradit\u00f3rio;<\/strong> <strong>incompet\u00eancia absoluta;<\/strong> <strong>nulidade de cita\u00e7\u00e3o;<\/strong> <strong>decis\u00e3o fora dos limites do pedido;<\/strong> <strong>omiss\u00e3o sobre quest\u00e3o essencial;<\/strong> <strong>julgamento antecipado indevido do m\u00e9rito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesses casos, o pedido recursal normalmente busca a <strong>anula\u00e7\u00e3o<\/strong> da decis\u00e3o, para que outro ato seja praticado corretamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A l\u00f3gica \u00e9: <strong>\u201cA decis\u00e3o n\u00e3o pode subsistir porque o processo foi conduzido de forma inv\u00e1lida.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. A diferen\u00e7a pr\u00e1tica: reforma ou anula\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distin\u00e7\u00e3o entre <em>error in judicando<\/em> e <em>error in procedendo<\/em> \u00e9 decisiva porque altera o pedido recursal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando h\u00e1 <em>error in judicando<\/em>, o recorrente pede: <strong>reforma da decis\u00e3o;<\/strong> <strong>novo julgamento do m\u00e9rito;<\/strong> <strong>substitui\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o adotada pelo ju\u00edzo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando h\u00e1 <em>error in procedendo<\/em>, o recorrente pede: <strong>anula\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o;<\/strong> <strong>retorno dos autos \u00e0 origem;<\/strong> <strong>reabertura da instru\u00e7\u00e3o;<\/strong> <strong>nova intima\u00e7\u00e3o;<\/strong> <strong>nova senten\u00e7a;<\/strong> <strong>regulariza\u00e7\u00e3o do ato processual viciado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a \u00e9 essencial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o raro, o advogado sustenta uma nulidade processual, mas formula pedido de reforma. Ou, ao contr\u00e1rio, pretende discutir o m\u00e9rito, mas fundamenta o recurso como se houvesse nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse desalinhamento compromete a compreens\u00e3o do recurso e facilita seu desprovimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. Por que muitos advogados n\u00e3o conseguem demonstrar esses v\u00edcios?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal problema n\u00e3o \u00e9 desconhecer os termos em latim. O problema \u00e9 n\u00e3o compreender a consequ\u00eancia processual de cada v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos recursos fracassam porque apresentam uma longa narrativa de inconformismo, mas n\u00e3o demonstram tecnicamente: <strong>qual foi o erro;<\/strong> <strong>onde ele ocorreu;<\/strong> <strong>qual norma foi violada;<\/strong> <strong>qual preju\u00edzo foi causado;<\/strong> <strong>qual provid\u00eancia o tribunal deve adotar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tribunal n\u00e3o julga indigna\u00e7\u00e3o. Julga fundamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um bom recurso precisa responder, com clareza, a algumas perguntas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>O erro est\u00e1 no julgamento ou no procedimento?<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>O recorrente quer reforma ou anula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A prova foi mal valorada ou a prova nem sequer foi permitida?<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>A senten\u00e7a aplicou mal o direito ou deixou de observar o contradit\u00f3rio?<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>O juiz decidiu contra a prova ou decidiu sem permitir sua produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem essa separa\u00e7\u00e3o, o recurso fica confuso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. O erro de transformar todo recurso em \u201cnova inicial\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro problema recorrente \u00e9 a pr\u00e1tica de simplesmente copiar a peti\u00e7\u00e3o inicial, a contesta\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00f5es anteriores e colar no recurso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Isso raramente funciona.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O recurso n\u00e3o deve repetir todo o processo. Ele deve atacar a decis\u00e3o recorrida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A apela\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 uma nova oportunidade para contar toda a hist\u00f3ria desde o come\u00e7o. Ela deve demonstrar, ponto a ponto, por que a senten\u00e7a deve ser reformada ou anulada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o advogado ignora os fundamentos da decis\u00e3o e apenas repete argumentos j\u00e1 rejeitados, o tribunal tende a concluir que n\u00e3o houve impugna\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E recurso sem impugna\u00e7\u00e3o espec\u00edfica perde for\u00e7a t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6. A falta de demonstra\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em mat\u00e9ria de nulidade, especialmente no <em>error in procedendo<\/em>, h\u00e1 um ponto central: n\u00e3o basta apontar irregularidade. \u00c9 preciso demonstrar preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No processo civil brasileiro, vigora a l\u00f3gica de que n\u00e3o h\u00e1 nulidade sem preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, se o advogado alega cerceamento de defesa, precisa demonstrar: <strong>qual prova foi indeferida;<\/strong> <strong>por que essa prova era relevante;<\/strong> <strong>qual fato controvertido ela buscava demonstrar;<\/strong> <strong>como sua aus\u00eancia interferiu no resultado do julgamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o basta dizer: \u201chouve cerceamento de defesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u00c9 preciso demonstrar: <strong>\u201cA prova testemunhal foi indeferida, embora fosse essencial para comprovar o fato X, expressamente controvertido nos autos, e a senten\u00e7a julgou improcedente o pedido justamente por aus\u00eancia de prova desse fato.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre uma alega\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica e uma demonstra\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">7. O uso inadequado dos embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confus\u00e3o tamb\u00e9m aparece nos embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes, a parte tenta rediscutir o m\u00e9rito sob a apar\u00eancia de omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o ou obscuridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ocorre que embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o servem para reabrir julgamento simplesmente porque a parte discorda da conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a decis\u00e3o examinou a quest\u00e3o, mas decidiu de forma contr\u00e1ria ao interesse da parte, em regra o v\u00edcio \u00e9 de julgamento, n\u00e3o de omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caso, o caminho adequado pode ser apela\u00e7\u00e3o, recurso especial, recurso extraordin\u00e1rio ou outro meio cab\u00edvel, conforme a hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tentativa de for\u00e7ar um <em>error in judicando<\/em> dentro de um recurso destinado a corrigir <em>error in procedendo<\/em> ou v\u00edcios integrativos enfraquece a estrat\u00e9gia processual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">8. Exemplos pr\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagine que o juiz julga improcedente uma a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a porque entende que o contrato n\u00e3o comprova a d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o contrato, de fato, demonstrava a obriga\u00e7\u00e3o, o problema \u00e9 de julgamento. Temos poss\u00edvel <em>error in judicando<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pedido deve ser de reforma da senten\u00e7a, para reconhecimento da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora imagine que o juiz julga improcedente a a\u00e7\u00e3o sem permitir a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial indispens\u00e1vel, embora a controv\u00e9rsia dependesse de conhecimento t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui, o problema pode ser de procedimento. Temos poss\u00edvel <em>error in procedendo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pedido deve ser de anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, com retorno dos autos para produ\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro exemplo: se o juiz aprecia a prova, mas d\u00e1 a ela peso equivocado, discute-se <em>error in judicando<\/em>. Se o juiz impede a produ\u00e7\u00e3o da prova essencial, discute-se <em>error in procedendo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a \u00e9 sutil, mas decisiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">9. Como estruturar bem um recurso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um recurso tecnicamente bem constru\u00eddo deve seguir uma linha objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, identificar o tipo de erro: <strong>erro de julgamento ou erro de procedimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, demonstrar o fundamento: <strong>qual ponto da decis\u00e3o est\u00e1 errado ou qual ato processual \u00e9 inv\u00e1lido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, vincular ao preju\u00edzo:<strong>como esse erro afetou o resultado do processo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, formular pedido compat\u00edvel: <strong>reforma, se o erro for de julgamento;<\/strong> <strong>anula\u00e7\u00e3o, se o erro for de procedimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma boa estrutura seria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>S\u00edntese objetiva da decis\u00e3o recorrida;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Identifica\u00e7\u00e3o do ponto impugnado;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Demonstra\u00e7\u00e3o do <em>error in judicando<\/em> ou do <em>error in procedendo<\/em>;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Indica\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pedido recursal coerente com o v\u00edcio apontado.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa organiza\u00e7\u00e3o facilita a compreens\u00e3o do tribunal e aumenta a efetividade do recurso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">10. Concluo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre <em>error in judicando<\/em> e <em>error in procedendo<\/em> n\u00e3o \u00e9 preciosismo acad\u00eamico. \u00c9 t\u00e9cnica recursal b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>error in judicando<\/em> ataca o conte\u00fado da decis\u00e3o e busca sua reforma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>error in procedendo<\/em> ataca a validade do procedimento ou da decis\u00e3o e busca sua anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o advogado n\u00e3o compreende essa distin\u00e7\u00e3o, o recurso perde precis\u00e3o, mistura fundamentos, formula pedidos contradit\u00f3rios e, muitas vezes, acaba desprovido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Recorrer bem n\u00e3o \u00e9 escrever mais. \u00c9 demonstrar melhor.<br>No tribunal, vence a tese que identifica corretamente o v\u00edcio, comprova o preju\u00edzo e formula o pedido adequado.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Ivo Rodrigues Neto No processo judicial, recorrer n\u00e3o \u00e9 simplesmente manifestar inconformismo com a decis\u00e3o. O recurso exige t\u00e9cnica, m\u00e9todo e, sobretudo, demonstra\u00e7\u00e3o precisa do tipo de erro que se pretende corrigir. Entre os erros mais comuns na pr\u00e1tica forense est\u00e1 a confus\u00e3o entre duas categorias fundamentais: o error in judicando e o error [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":326,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[371],"tags":[383,382,387,376,359,384,372,374,358,378,379,388,385,381,373,375,386,389,380,377],"class_list":["post-325","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-processual-civil-tecnica-recursal-recursos-nos-tribunais","tag-advocaciacivel","tag-advocaciaestrategica","tag-anulacaodasentenca","tag-apelacao","tag-bittencourtrodriguesadvocacia","tag-direitocivil","tag-direitoprocessualcivil","tag-direitorecursal","tag-drpauloivorodriguesneto","tag-errorinjudicando","tag-errorinprocedendo","tag-jurisprudencia-2","tag-nulidadeprocessual","tag-praticaforense","tag-processocivil","tag-recursos","tag-reformadasentenca","tag-segurancajuridica-2","tag-tecnicarecursal","tag-tribunais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=325"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":327,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions\/327"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}