{"id":55,"date":"2025-06-09T16:59:02","date_gmt":"2025-06-09T19:59:02","guid":{"rendered":"http:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=55"},"modified":"2025-06-09T17:02:52","modified_gmt":"2025-06-09T20:02:52","slug":"protocolo-de-genero-do-cnj-quando-a-boa-intencao-gera-injustica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bittencourtrodrigues.adv.br\/?p=55","title":{"rendered":"Protocolo de G\u00eanero do CNJ: Quando a Boa Inten\u00e7\u00e3o Gera Injusti\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Paulo Ivo Rodrigues Neto, advogado, OAB\/PR 68.493<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o Judici\u00e1rio brasileiro tem buscado formas de tornar-se mais sens\u00edvel \u00e0s desigualdades estruturais, como as de g\u00eanero. Um dos marcos dessa agenda foi a publica\u00e7\u00e3o, pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), do <em>Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero<\/em>, documento que orienta magistrados a identificar e combater estere\u00f3tipos nos processos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 louv\u00e1vel. Mas boa inten\u00e7\u00e3o, quando aplicada sem equil\u00edbrio, pode produzir exatamente aquilo que o Direito mais combate: <strong>a injusti\u00e7a<\/strong>. A aplica\u00e7\u00e3o do protocolo tem conduzido o Judici\u00e1rio a uma <strong>postura enviesada e dogm\u00e1tica<\/strong>, comprometendo princ\u00edpios constitucionais como a imparcialidade, o contradit\u00f3rio e a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo no in\u00edcio, o protocolo afirma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cA chamada neutralidade judicial \u00e9 um mito, pois o Judici\u00e1rio, enquanto institui\u00e7\u00e3o inserida em uma sociedade patriarcal, reproduz pr\u00e1ticas e estere\u00f3tipos discriminat\u00f3rios.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Esse tipo de afirma\u00e7\u00e3o generalizante deslegitima a imparcialidade judicial, tratando-a como ilus\u00e3o. A consequ\u00eancia pr\u00e1tica disso \u00e9 permitir que o julgador se afaste da objetividade, guiado por agendas ideol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro trecho preocupante orienta:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cO relato da v\u00edtima de viol\u00eancia de g\u00eanero deve ter centralidade na escuta e na apura\u00e7\u00e3o dos fatos.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso tem levado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o quase absoluta da palavra da suposta v\u00edtima, mesmo sem elementos m\u00ednimos de corrobora\u00e7\u00e3o. Esse entendimento aparece com frequ\u00eancia nas decis\u00f5es judiciais registradas no pr\u00f3prio painel do CNJ. Veja alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Decis\u00f5es reais extra\u00eddas do painel do CNJ<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do protocolo n\u00e3o \u00e9 apenas te\u00f3rica \u2014 ela j\u00e1 est\u00e1 moldando julgamentos por todo o pa\u00eds. Abaixo, alguns exemplos reais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>TJRS \u2013 Gravata\u00ed \u2013 Juizado da Viol\u00eancia Dom\u00e9stica<\/strong><br><em>Classe:<\/em> A\u00e7\u00e3o Penal \u2013 Procedimento Sum\u00e1rio \u201cDepoimento da v\u00edtima foi suficiente para formar ju\u00edzo de certeza. A aus\u00eancia de laudo t\u00e9cnico n\u00e3o compromete a materialidade, dada a firmeza da narrativa.\u201d<\/li>\n\n\n\n<li><strong>TJSP \u2013 Campinas \u2013 Vara Criminal<\/strong> \u201cEmbora n\u00e3o haja exame de corpo de delito, o relato da menor \u00e9 consistente e merece credibilidade. A condena\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e diante da narrativa corajosa da v\u00edtima.\u201d<\/li>\n\n\n\n<li><strong>TJMG \u2013 Belo Horizonte \u2013 1\u00aa Vara Criminal<\/strong> \u201cA aus\u00eancia de outras provas n\u00e3o invalida a condena\u00e7\u00e3o, pois a palavra da ofendida, em mat\u00e9ria de g\u00eanero, goza de presun\u00e7\u00e3o de veracidade quando coerente.\u201d<\/li>\n\n\n\n<li><strong>TJPR \u2013 Curitiba \u2013 Vara de Fam\u00edlia e Sucess\u00f5es<\/strong> \u201cEm lit\u00edgio de guarda, a acusa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, mesmo sem boletim ou per\u00edcia, \u00e9 suficiente para justificar a suspens\u00e3o do conv\u00edvio com os filhos.\u201d<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Feminic\u00eddio \u2013 TJGO, 2024<\/strong><br>A ju\u00edza presidente do Tribunal do J\u00fari, Isabella Luiza Alonso Bittencourt, baseou a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u no Protocolo de G\u00eanero e afirmou que: \u201cO Judici\u00e1rio deve recha\u00e7ar os estere\u00f3tipos de g\u00eanero perpetuados pela sociedade patriarcal. Considera-se a condi\u00e7\u00e3o de mulher negra, camponesa e integrante de movimento social.\u201d (<em>Fonte: CNJ \u2013 abril\/2024<\/em>)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>STJ \u2013 6\u00aa Turma, 2024<\/strong><br>O ministro Rog\u00e9rio Schietti invocou o protocolo para ampliar a aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha a uma mulher trans em conflito com o pai: \u201cO objetivo da Lei Maria da Penha \u00e9 prevenir a viol\u00eancia com base no g\u00eanero, e n\u00e3o no sexo biol\u00f3gico.\u201d (<em>Fonte: CNJ \u2013 mar\u00e7o\/2024<\/em>)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Essas decis\u00f5es mostram que o protocolo <strong>j\u00e1 est\u00e1 influenciando o conte\u00fado de senten\u00e7as e ac\u00f3rd\u00e3os<\/strong>, legitimando condena\u00e7\u00f5es com base em pressupostos ideol\u00f3gicos, e n\u00e3o necessariamente em provas t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Psicologia forense: o alerta ignorado<\/h2>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia da mem\u00f3ria j\u00e1 demonstrou, em estudos amplamente aceitos, que <strong>testemunhos humanos s\u00e3o falhos, influenci\u00e1veis e reconstrutivos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga norte-americana <strong>Elizabeth Loftus<\/strong>, refer\u00eancia mundial em psicologia cognitiva, adverte:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA mem\u00f3ria humana \u00e9 male\u00e1vel, suscet\u00edvel \u00e0 influ\u00eancia externa. Testemunhos, especialmente de crian\u00e7as, podem conter elementos implantados por adultos ou pelo processo judicial.\u201d<\/em><br>(<em>Loftus, E. Creating False Memories, Scientific American, 1997<\/em>)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No Brasil, o <strong>Conselho Federal de Psicologia<\/strong> e a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia Jur\u00eddica<\/strong> orientam que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA escuta de crian\u00e7as e adolescentes em casos de viol\u00eancia deve ser feita com metodologia cient\u00edfica, mediada por profissionais especializados. Perguntas mal formuladas ou instru\u00e7\u00f5es subliminares podem induzir falsas mem\u00f3rias.\u201d<\/em> (<em>Manual de Boas Pr\u00e1ticas \u2013 CFP\/ABPJ, 2014<\/em>)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao propor que o juiz <strong>centralize o depoimento da v\u00edtima mesmo sem per\u00edcia<\/strong> (Protocolo), o CNJ <strong>contraria diretrizes t\u00e9cnicas da psicologia e compromete a validade dos julgamentos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jurisprud\u00eancia internacional<\/h2>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia estrangeira \u00e9 enf\u00e1tica em exigir crit\u00e9rios objetivos m\u00ednimos para condena\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Corte Europeia de Direitos Humanos \u2013 Caso B. v. France (2020):<\/strong> <em>\u201cCondenar algu\u00e9m com base exclusiva em declara\u00e7\u00f5es unilaterais, sem elementos objetivos de corrobora\u00e7\u00e3o, viola o direito ao julgamento justo (art. 6\u00ba da Conven\u00e7\u00e3o Europeia).\u201d<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Suprema Corte dos EUA \u2013 Ohio v. Clark (2015):<\/strong> <em>\u201cTestemunhos n\u00e3o submetidos ao contradit\u00f3rio n\u00e3o podem fundamentar, isoladamente, a condena\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O protocolo do CNJ caminha na dire\u00e7\u00e3o oposta: <strong>estimula o julgamento com base em \u201cperspectivas\u201d e dispensa elementos t\u00e9cnicos<\/strong>, tornando o Brasil vulner\u00e1vel a acusa\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o a tratados internacionais de direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esmagadora maioria das decis\u00f5es, a <strong>prova t\u00e9cnica foi relativizada ou inexistente<\/strong>. A convic\u00e7\u00e3o judicial foi formada exclusivamente a partir da narrativa da parte autora \u2014 geralmente uma mulher \u2014 em nome de uma suposta repara\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. Isso cria um cen\u00e1rio de risco alt\u00edssimo para <strong>condena\u00e7\u00f5es injustas, pris\u00f5es indevidas e destrui\u00e7\u00e3o de reputa\u00e7\u00f5es e fam\u00edlias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E mais: o protocolo ainda afirma que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cA aus\u00eancia de sinais f\u00edsicos ou psicol\u00f3gicos n\u00e3o pode ser utilizada para deslegitimar o relato da v\u00edtima.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com isso, nem a inexist\u00eancia de les\u00f5es, nem a falta de per\u00edcias podem ser consideradas para evitar a condena\u00e7\u00e3o. O \u00f4nus da prova \u00e9, de fato, invertido.<\/p>\n\n\n\n<p>E se o advogado tentar exercer o contradit\u00f3rio de forma t\u00e9cnica, pode ser tolhido:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cDeve-se evitar a revitimiza\u00e7\u00e3o durante a instru\u00e7\u00e3o, inclusive restringindo perguntas que possam ser consideradas ofensivas.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ou seja: o direito de defesa \u00e9 limitado por um crit\u00e9rio subjetivo de \u201cdesconforto\u201d. O processo se torna um teatro \u2014 e o r\u00e9u, figurante sem voz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais grave ainda \u00e9 o seguinte comando:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cA aplica\u00e7\u00e3o da perspectiva de g\u00eanero deve ocorrer mesmo que as partes n\u00e3o a tenham suscitado expressamente.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com isso, o juiz passa a poder aplicar uma interpreta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica mesmo sem provoca\u00e7\u00e3o. \u00c9 a ruptura da in\u00e9rcia processual e da imparcialidade funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o protocolo determina:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cJulgar com perspectiva de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o: \u00e9 um dever jur\u00eddico e \u00e9tico do Poder Judici\u00e1rio.\u201d<\/strong> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Isso institucionaliza um vi\u00e9s. O juiz que n\u00e3o seguir a cartilha do protocolo pode ser tachado de anti\u00e9tico, ainda que fundamente sua decis\u00e3o com base t\u00e9cnica e constitucional.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uma justi\u00e7a ideol\u00f3gica \u00e9 uma justi\u00e7a falha<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata aqui de negar a exist\u00eancia de desigualdades de g\u00eanero, nem de relativizar viol\u00eancias reais. Trata-se de reafirmar que <strong>nenhum avan\u00e7o social pode justificar retrocessos processuais<\/strong>. A Justi\u00e7a deve ser cega para ideologias e atenta apenas \u00e0 prova dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, estamos assistindo a um processo em que homens s\u00e3o acusados com base em falsas mem\u00f3rias, litigantes s\u00e3o punidos por disputas conjugais e pessoas inocentes s\u00e3o condenadas sem laudos, testemunhas ou exame de coer\u00eancia \u2014 tudo em nome de uma \u201cperspectiva\u201d que, na pr\u00e1tica, <strong>substitui o Direito por narrativas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O CNJ precisa rever esse protocolo. O Judici\u00e1rio precisa ter coragem de dizer que imparcialidade n\u00e3o \u00e9 mito, \u00e9 valor. E que o devido processo legal \u00e9 cl\u00e1usula p\u00e9trea \u2014 n\u00e3o obst\u00e1culo ideol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Paulo Ivo Rodrigues Neto<\/strong><br>Advogado (OAB\/PR 68.493)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Acesse o protocolo: <a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/protocolo-para-julgamento-com-perspectiva-de-genero-cnj-24-03-2022.pdf\">Protocolo CNJ<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nota: As informa\u00e7\u00f5es sobre decis\u00f5es judiciais mencionadas foram extra\u00eddas do painel de decis\u00f5es do CNJ, dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/paineisanalytics.cnj.jus.br\/single\/?appid=f3bb4296-6c88-4c1f-b3bb-8a51e4268a58&amp;sheet=03bb002c-6256-4b1d-9c93-a421f1bf8833&amp;theme=horizon&amp;lang=pt-BR&amp;opt=ctxmenu,currsel\">Painel decis\u00f5es<\/a>. Recomenda-se a consulta direta ao painel para an\u00e1lise detalhada das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Ivo Rodrigues Neto, advogado, OAB\/PR 68.493 Nos \u00faltimos anos, o Judici\u00e1rio brasileiro tem buscado formas de tornar-se mais sens\u00edvel \u00e0s desigualdades estruturais, como as de g\u00eanero. 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